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continuação: Simpósio de Sementes da ISTA projeta futuro da produção


O analista de sementes do futuro terá novas ferramentas para avaliação da qualidade de sementes? Aparentemente, para análises de germinação e pureza, a resposta é "não", mas a ajuda computadorizada para a identificação de sementes vai oferecer uma assistência preciosa.

Para a detecção de patógenos associados às sementes, detecção de material transgênico em lotes de sementes, e para identificação/verificação de cultivares, uma gama de métodos moleculares e outros já estão disponíveis ou sendo desenvolvidos. Para a ISTA, isso implica em uma mudança significativa em direção oposta a de padronizar internacionalmente um método e sua aceitação dentro das Regras para Análise de Sementes da ISTA, para onde qualquer método pode ser usado, desde que satisfaça critérios de desempenho especificados. O futuro bem pode ver esta mesma abordagem adotada para outras áreas da avaliação da qualidade das sementes.

O tema da parte final do simpósio era "O futuro para o melhoramento das sementes". Sementes podem ser "melhoradas" de várias maneiras. O melhoramento de plantas melhora as características da cultivar, incluindo a qualidade das sementes; limpeza e classificação remove as sementes indesejáveis; tratamento de sementes controla os patógenos; peletização melhora o desempenho das sementes; superação da dormência permite que ocorra a germinação, e o "priming" pode ajudar no deempenho das sementes/plântulas. Estas técnicas são bem conhecidas, conforme demonstrado pela maioria dos trabalhos apresentados.

A dormência continua a se constituir em um problema, e enquanto os métodos para superação de dormência e permitir a germinação em espécies temperadas são na maioria dos casos bem entendidos, as exigências para muitas espécies subtropicais/tropicais não são. Estou certo de que a continuação das pesquisas em métodos de superação de dormência para estas espécies irá eventualmente, produzir os resultados desejados.

De todos os trabalhos apresentados nessa área, aqueles que apresentam maior potencial impacto para o futuro foram aqueles relatando possíveis métodos para melhorar o desempenho de lotes de sementes com alta germinação, mas baixo vigor. Não podemos realizar milagres e transformar sementes mortas em sementes vivas! Mas se uma técnica tal como a hidratação aerada permitir que se "conserte" a deterioração da semente, que leva ao baixo vigor, e assim permitir que o lote de sementes se comporte em um nível próximo ao seu potencial, pense nas conseqüências. Pode acontecer que no futuro possamos transformar lotes de baixo vigor em lotes de alto vigor? Esta é realmente uma interessante proposição.

Qual será o futuro para as indústrias de sementes nas economias em transição e emergentes? Os desafios de as empresas passarem de estatais para privadas nos foram apresentados pela indústria de sementes do Leste Europeu. Mas em países da África e Ásia, que não podem fazer frente ao apoio e as oportunidades oferecidos aos membros da União Européia, poderá o desenvolvimento do setor de sementes ocorrer tão rapidamente? Afinal, a qualidade das sementes é tão importante para os agricultores da Tanzânia e Vietnã como o é para os agricultores da Europa. Existe agora, assim como existirá no futuro, a necessidade de fornecedores de sementes nessas economias de transição e emergentes estabelecerem uma reputação pela qualidade de suas sementes, e para sistemas de garantia de qualidade efetivos e eficientes, incluindo para análise de sementes. Esse futuro vai obviamente exigir a continuação e melhoria dos esforços na educação internacional e treinamento em ciência e tecnologia de sementes.

É claro que, por concentrar no futuro esta revisão, posso talvez ser culpado de ignorar o presente e, em particular, o valioso trabalho que vem sendo conduzido no sentido de avançar nosso entendimento das bases fisiológicas da qualidade das sementes. A deterioração das sementes, com seu final em morte, seus sintomas físicos de plântulas anormais, e seus sintomas ocultos baixando o vigor das sementes, pode ter um impacto muito significativo sobre um lote de sementes.

A oportunidade de aumentar nosso entendimento desse processo continuará a ser o resultado dessa importante pesquisa científica. Para o futuro, há também a perspectiva intrigante de ser capaz de detectar e caracterizar os fatores genéticos que contribuem para o vigor e a longevidade das sementes.

Durante os três dias do congresso, ouvimos muitas apresentações e vimos muitos pôsteres. A diversidade da pesquisa que está sendo conduzida em ciência e tecnologia de sementes é verdadeiramente impressionante; a apresentação de tais informações é realmente um componente precioso do Congresso que a ISTA realiza a cada três anos.

Que possam estes continuar por muito tempo.





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