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Linha verde - nov/dez 2002
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Sementes de Quinua
Com o advento da Lei de Proteção de Cultivares no mundo inteiro, recentemente, o Programa de Sementes da Bolívia detectou que uma universidade no exterior estava protegendo uma Quinua coletada ao redor do lago Titicaca. Evidentemente, como os grãos de Quinua são riquíssimos em proteína e suas flores portadoras de macho-esterilidade, essa proteção pode ter várias utilidades. O Governo protestou a proteção, porém, teve dificuldades com o processo até o momento em que resolveu solicitar a Guia de Importação dessas sementes a quem estava tratando de protegê-las. Como não havia os documentos necessários de importação, o caso teve um final feliz para a Bolívia. Em alguns países, entrar com material sem permissão causa sérios inconvenientes.
Defesa de Tese
Defendeu recentemente sua Tese de Doutorado na Universidade Federal de Pelotas o doutor Bruno Scheeren. O tema da pesquisa, conduzida durante dois anos em condições de campo, foi a relação entre vigor de sementes e produtividade. Os resultados demonstraram uma estreita relação entre vigor de sementes e produtividade, constatando-se que o aumento pode alcançar 10% em sementes de soja. A causa principal verificada no estudo do pesquisador foi a má distribuição das plantas oriundas de lotes de sementes de baixo vigor.
Treinamento
O Programa Nacional de Sementes da Bolívia acaba de finalizar o 5º curso de especialização em Tecnologia de Sementes, em convênio com a Universidade Federal de Pelotas. A atividade começou em 1992 e conta hoje com mais de 500 profissionais treinados na área de sementes. Esta cooperação Sul-Sul é a maior que o Brasil possui com outro país, de acordo com órgãos governamentais.
Exportação de Sementes
O comércio de sementes entre os países da América Latina pode ser considerado bastante promissor em vários tipos de sementes. Como exemplo, temos a Matsuda, tradicional empresa na área de sementes forrageiras. Segundo sua diretora, Edna Matsuda, só no ano de 2002 foram exportadas mais de 700.000 kg de sementes de brachiaria com mais de 99% de pureza. Também temos o exemplo de sementes de batata sendo exportadas da Bolívia para o Brasil, já em quantidade razoável, pela Sepa, da Bolívia.
Reunião da UPOV
Sob a promoção do MAPA e organizado pelo Serviço Nacional de Proteção de Cultivares - SNPC, o Brasil sediou recentemente no Rio de Janeiro, a 31ª Reunião do Grupo Técnico de Culturas Agrícolas, da União Internacional para Proteção das Obtenções Vegetais - UPOV. Paralelamente ao evento principal, ocorreu o encontro do grupo de trabalho ad hoc sobre uso de marcadores moleculares na diferenciação de cultivares (BMT), além de um workshop sobre descritores de diversas espécies e normas para a condução dos testes de diferenciação de cultivares. A reunião foi de fundamental importância para o MAPA, se considerarmos que o novo cenário proporcionado pela propriedade intectual na área vegetal está garantindo um espetacular avanço na produtividade agrícola, razão pela qual o Brasil alcançou o patamar de 100 milhões de toneladas de grãos na última safra.
Sementes de Hortaliças
O II Curso sobre Tecnologia de Produção de Sementes de Hortaliças, realizado em Brasília, nos dias 2 e 3 de setembro de 2002, sob a coordenação do doutor Warley Marcos Nascimento, pesquisador da Embrapa Hortaliças, contou com cerca de 70 participantes, incluindo técnicos do MAPA, empresas de sementes, professores, pesquisadores e estudantes. O curso abordou importantes aspectos do melhoramento genético e da produção de sementes de hortaliças.
Arroz
A Epagri lança a variedade Tio Taka, com características industriais muito bem aceitas pelos consumidores e características agronômicas de alto potencial de rendimento, porte baixo, resistência ao acamamento e ciclo biológico longo. É um material originário da Embrapa - Arroz e Feijão e Irat (França), originado através de cruzamentos, em que nove variedades entraram como parentais.
Participação
Merece destaque a participação dos alunos da Faculdade de Agronomia de Ponta Grossa (PR), lideradas pelo professor David Jaccoud Filho, do Curso de Agronomia da Universidade Estadual de Ponta Grossa, no 7º Simpósio Brasileiro de Patologia de Sementes. Esse curso de Agronomia, já em mais de uma ocasião, obteve o conceito A no provão do MEC. A exposição dos alunos a eventos científicos e tecnológicos traz conhecimentos que resultam em reconhecimento da sociedade.
Pesquisa
Empresas filiadas à Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculante (ANPII) criaram um fundo para financiar pesquisas em fixação biológica de nitrogênio junto aos órgãos oficiais. No espaço de um ano o fundo deverá contar com cerca de R$ 400.000,00 para aplicação em pesquisas e divulgação de inoculantes para leguminosas e outros produtos biológicos que sejam de interesse para a agricultura nacional. Segundo Solon C. de Araújo, presidente da ANPII, os recursos do fundo serão geridos por um Comitê formado por três representantes das empresas e três pesquisadores indicados pelo órgão oficial de recomendação de estirpes e coordenador de pesquisas na área.
Certificação
Os países da América Latina estão buscando negócios para seus produtores de sementes. Neste sentido, a Argentina credenciou-se junto à Agência de Certificação de Sementes dos EUA (AOSCA) e à OECD, enquanto o Brasil, Bolívia, Uruguai, Chile e México credenciaram-se junto à OECD. Esse credenciamento possibilita melhores negócios, de acordo com Jean Mary Debois, secretário executivo da OECD, pois a qualidade e origem da semente é atestada por uma terceira parte.
Identificação de OGM
A ISTA está colocando um capítulo em sua regra de análise de sementes sobre teste para OGM. Existe uma força tarefa, liderada pelo professor Enrico Noli, da Universidade de Bologna-Itália, com o objetivo de definir a precisão do método envolvendo todo o processo, desde a amostragem até a atestado, de forma que o certificado Internacional da ISTA seja um documento confiável. O teste em si é apenas um componente do processo.
Laboratório de Sementes
Dr. Luiz Carlos B. Nasser informa que a coordenação do laboratório Vegetal (CLAV) do mapa está promovendo junto aos produtores de sementes que os mesmos garantam a qualidade de seus produtos analisando-os nos laboratórios da rede CLAV, que no país são quase 300. Mais informações www.agricultura.gov.br .
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