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Reportagem de capa da última edição










 
Consultas SEED News - maio/jun 2002



Esta seção é preparada pela Área de Sementes da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas - www.ufpelsementes.com.br

Envie sua consulta p/ e-mail: silmar@seednews.inf.br


Para melhorar o fluxo das sementes dentro de minha unidade de beneficiamento de sementes, estou planejando colocar a mesa de gravidade suspensa, ou seja, no segundo piso. Poderiam comentar a respeito?
Realmente, para o fluxo das sementes, muitas vezes seria aconselhável colocar a mesa de gravidade no segundo piso, entretanto, como essa máquina trabalha utilizando uma alta vibração, é essencial que esteja bem fixada.
Para isso, costuma-se colocá-la no primeiro piso, local em que é naturalmente mais fácil obter uma boa fixação.


Tenho uma máquina de pré-limpeza que está dando uma produção abaixo do que consta em seu catálago. Será que estou operando a máquina de forma inadequada?
Como o próprio nome está dizendo, você tem uma máquina para realizar uma pré-limpeza, isto quer dizer que o rendimento da máquina é mais importante do que a qualidade da operação, pois a limpeza do produto será realizada por outro equipamento.
Assim, verifique se as peneiras estão corretas, considerando que quanto maior a abertura dos furos da peneira, maior é o rendimento. Também considere que produto com umidade alta proporciona menor rendimento nas máquinas, e essas são calibradas para trabalhar com produto seco, ou seja, ao redor de 13% de umidade.

Poderei utilizar como semente de arroz um material proveniente de lavoura que apresentava sintomas de ataque de bruzone?
A bruzone possui vários hospedeiros naturais que fornecerão o inóculo da doença, caso as condições climáticas forem propícias.
Assim, a contaminação na lavoura não é tão importante, entretanto, recomenda-se que se faça uma análise sanitária das sementes para verificar o grau de contaminação e, se for o caso, tratar as mesmas.

Em relação ao manejo do secador, estou com dúvida, onde colocar o termômetro para determinar a temperatura da semente?
O termômetro deve ser colocado no local onde as sementes estarão mais quentes. Mas não se esqueça que o termômetro irá registrar sempre o que estiver mais quente, que em geral, é o ar. Para corrigir, deve-se tomar uma amostra de sementes no local mais quente e determinar a temperatura fora do secador.

Gostaria que comentassem um pouco sobre capacidade e eficiência de secadores.
A capacidade de um secador é determinada pelos graus de umidade que retira da semente por hora. Para isso, utiliza-se grandes volumes de ar e alta temperatura. Para semente, 1,8 pontos percentuais por hora é uma alta capacidade.
Por outro lado, a eficiência é determinada pela quantidade de água que o ar possui após passar pelas sementes.
Assim, um ar com mais de 80% de umidade relativa, após passar pelas sementes, é sinal de que o processo de secagem está sendo eficiente.

A classificação de sementes de soja foi mesmo um grande avanço no sistema de comercialização. Seria possível esclarecer a similaridade com o sistema de peneiras utilizado para sementes de milho?
Para sementes de soja, uma peneira 50 significa que possui diâmetro (largura) entre 5 e 5,5mm, enquanto em sementes de milho a classificação, além da largura, também é realizada de acordo com a espessura e comprimento das sementes. Além disso, em sementes de milho, como a terminologia é estrangeira, as peneiras são expressas em polegadas.
Desta forma, uma peneira 22 de milho significa que possui largura superior 8,7 mm.. Em milho, como na soja, denomina-se a peneira em função das sementes que ficam retidas pela mesma.

Tenho lido e escutado que o orizicultor teria muito proveito se vendesse seu produto descascado em vez de com casca, como é realizado atualmente. Como ficaria o processo de pós-colheita desse produto?
O arroz descascado está sem sua proteção natural, e por isso irá requerer cuidados especiais em relação à deterioração, danificação mecânica, ataque de microorganismos, entre outros. Salienta-se que há tecnologia e conhecimentos suficientes para controle dessa situação.
Algo mais para comentar é que para cada 100kg de arroz em casca, tem-se, em média, 60kg de arroz descascado inteiro e 10kg de arroz partido. O restante é casca com 22% e farelo com 8%.


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