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continuação: Sementes de Hortaliças: desempenho bem nutrido


Natureza dos produtos

Considerada uma tradicional empresa no mercado de produtos convencionais, obtendo a liderança absoluta em espécies como rúcula, coentro, rabanete, melancia e alface, a Feltrin Sementes tem ainda uma participação pequena no segmento de sementes híbridas, destacando-se, porém, variedades híbridas de abóbora, abobrinha, tomate e pimentão, que estão contribuindo significativamente para o desenvolvimento da horticultura. A empresa tem como estratégia a introdução de 15 a 20 novas variedades no mercado a cada ano.

A ISLA comercializa várias sementes híbridas de hortaliças e flores produzidas por empresas parceiras. As sementes convencionais representam a maior parte das vendas da empresa. Nessas sementes, a empresa realiza o processo de melhoramento de variedades de polinização aberta. "Ressaltamos que, realizado tal processo, algumas dessas variedades, atingem uma padrão comparável ao de sementes híbridas", pondera Diana Werner. A ISLA comercializa 29 variedades de sementes orgânicas, sendo parte produzida pela própria empresa e parte por empresas parceiras. Em média, são lançadas dez novas variedades a cada ano.

Produção e Melhoramento

No que se refere à produção, 74% das vendas da ISLA, em 2005, foram de sementes produzidas pela própria empresa, e 26% foram de sementes importadas. A participação da produção nacional em comparação com a importada, no faturamento da empresa, cresceu 40% nos últimos oito anos. O número de variedades que a ISLA consegue produzir também subiu. Em 1985, a empresa produzia 25 variedades. Hoje, das 389 variedades do seu catálogo, já consegue produzir no Brasil 228 variedades.

A maior parte do processo de melhoramento da ISLA é realizada pela própria empresa na Estação Experimental ISLA Itapuã e na Horta Experimental, em Porto Alegre. Também realiza melhoramento através de parceria com agricultores. Atualmente, são realizados melhoramento de Cenoura Brasília, Beterraba Itapuã, alfaces, coentros, salsas e rabanetes.



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Além da escolha de semente básica de alta qualidade, assistência técnica adequada aos agricultores cooperantes, beneficiamento qualificado, armazenamento em condições ideais, a ISLA realiza diversos tipos de revestimento: peletização, semi-peletização e peliculização, bem como padronização de tamanho e da qualidade fisiológica.

Oferecendo a seus clientes o que existe de mais moderno em sementes de hortaliças, a Agristar trabalha através de um sistema de parceria com as mais avançadas empresas mundiais de sementes de hortaliças do mundo e tem contrato de produção com os principais países produtores: África do Sul, Estados Unidos, Chile, entre outros. As sementes produzidas no Brasil não fogem desse padrão de qualidade. A Agristar tem convênio com pesquisadores nacionais e órgãos de pesquisa, além de manter estações experimentais, onde são testadas as novas variedades a serem comercializadas pela empresa. Também são realizados ensaios com produtores de diversas regiões, sendo que esse período de testes dura aproximadamente três anos.

A Agristar do Brasil está cada vez mais preocupada com a qualidade dos produtos que comercializa. Uma das providências tomadas foi o credenciamento do Laboratório de Análise de Sementes na ISO/IEC 17025, norma-base para desenvolver o sistema de qualidade dos laboratórios de sementes. Segundo Maria Carolina Pereira da Silva, engenheira agrônoma responsável pela Qualidade Assegurada da empresa, a ISO/IEC 17025 vai garantir aos clientes maior confiabilidade nos resultados das análises de sementes produzidas ou comercializadas, assegurando assim a qualidade dos produtos. Vários procedimentos são realizados para garantir a qualidade. Entre as técnicas utilizadas estão o Priming e a Peletização.

Já a Feltrin Sementes, possui um departamento técnico responsável pela coordenação de um programa de produção de sementes. Assim, a empresa controla desde a produção das sementes básicas e a contratação de produtores rurais que desenvolvem o cultivo visando a obtenção de sementes. Esses cultivos são conduzidos com acompanhamento técnico da empresa, sendo que as sementes obtidas são destinadas aos processos de plastificação, padronização, análises e tratamento. "Nosso laboratório realiza mais de 3.800 análises por ano, visando a avaliação criteriosa das sementes a serem comercializadas", informa Luiz Eduardo Rodrigues. Segundo ele, as novas variedades de sementes são desenvolvidas junto a grandes grupos internacionais que possuem suas unidades de pesquisa genética. Neste caso, cabe à Feltrin obter o conhecimento detalhado das necessidades e desejos de diferentes clientes ou agricultores nos nichos de mercados caracterizados no Brasil, a partir do que são definidas as especificações técnicas dos produtos a serem lançados, de forma a promover a máxima satisfação do público-alvo. "As empresas internacionais desenvolvem seus trabalhos de melhoramento de planta visando a obtenção de novo produto com as especificações técnicas previamente definidas", complementa Rodrigues.


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Em muitas espécies ou variedades, a Feltrin desenvolve trabalhos específicos, como priming, coating e peletização, visando a facilidade ou viabilidade de semeadura em condições especiais.

Distribuição

Os produtos da Agristar são embalados hermeticamente e vendidos em todo território nacional através de uma rede de distribuição exclusiva e encontrados em mais de 10 mil pontos de venda, atendendo desde os grandes produtores até o consumidor final.

Em termos de distribuição das sementes, a ISLA tem, entre casas agropecuárias e supermercados, 22 mil clientes em todo o Brasil, cobrindo todas as regiões e todos os estados. Para agilizar o atendimento desses pontos e também para buscar ampliar cada vez mais sua penetração, a ISLA possui representantes e distribuidores, que cobrem várias regiões do país. Outras formas de atendimento são o tele-vendas, com discagem gratuita, e a Internet.

Para atender aos clientes da empresa, a Feltrin possui 10 gerentes de vendas que coordenam 87 distribuidores avaliando as necessidades de mercado, os níveis de satisfação dos clientes e a entrega e disponibilização dos produtos, oferecidos em diferentes tipos de embalagens, permitindo o atendimento de diferentes necessidades. A Agristar possui estrutura similar à ISLA e à Feltrin.

Embalagens

As sementes de hortaliças são de alto valor, inclusive algumas custando próximo a um real a unidade. Este valor reside em seu potencial genético, qualidade fisiológica e mecanismos para aumentar seu desempenho como priming e coating. Desta maneira, as empresas de sementes, para materem por mais tempo as sementes com alta qualidade, aumentam o potencial de armazenamento das sementes, em geral para três ou mais anos, através do uso de embalagens especiais à prova de umidade. Para isso, reduzem a umidade das sementes para percentuais inferiores a 7%.

As empresas utilizam, em geral, os seguintes tipos de embalagens:

* Envelopes: possuem entre 5 e 12 gramas e destinam-se a produtores que cultivam em áreas maiores;

> Envelopes aluminizados e herméticos, com apresentação simplificada, têm redução de 50% no preço. O conteúdo varia em torno de 6 gramas, e o produto está disponível em caixas com 50 envelopes;

> Flores: as flores têm envelope especial, cuja quantidade de sementes varia de cultivar para cultivar.

* Latas: de 25, 50, 100, 200, 300, 400 e 500 gramas.

* Caixas: de 500 gramas, 1 quilo e 2 quilos.

* Sacos plásticos: de 500 gramas e 5 quilos.

* Sacos de ráfia: de 25 quilos.

* Baldes: de 5 e 10 quilos

* Embalagens diferenciadas: envelopes de venda unitária - com 50, 100, 500 e 1.000 sementes; envelopes de venda unitária com 1, 3, 5 e 10 gramas; latas de 5 mil sementes peletizadas de alface; latas de 50 mil sementes semi-peletizadas de cenoura; caixa de bulbos de gladíolos com 6 unidades e saco com 25 unidades.

Importação e Exportação

A necessidade de importação vem diminuindo a cada ano, na década de 1990, a relação ficava mais ou menos em 50% das vendas para produtos importados e 50% para sementes produzidas pelas próprias empresas. Em 2005, apenas 26% da comercialização foi de sementes importadas.

Para atender suas necessidades, as empresas desenvolvem programas tanto no Brasil como no exterior, procurando implantar cultivos dentro de padrões técnicos que assegurem a melhor qualificação, a custos competitivos. "Nos últimos 20 anos observamos grandes avanços no programa de produção de sementes no Brasil, pela descoberta de micro-climas favoráveis à produção das mesmas, assim como desenvolvimento de tecnologia de cultivo. Após anos de trabalho, percebemos que o Brasil se tornará um grande exportador de hortaliças", observa Luiz Eduardo, da Feltrin.

O resultado dos sistemas de produção dos três mais representativos exemplos do setor de sementes de hortaliças no Brasil demonstra o estágio tecnológico avançado e o grande potencial desse segmento, cujo crescimento será decisivo para a ampliação de divisas comerciais e para a redução da fome no planeta.





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